O Dia de Finados que estendemos ao infinito. Por Flávio Tavares*
Flávio Tavares Seguimos nos portando como quem guarda a garrafa térmica na geladeira para conservar a água quente Na véspera do Dia de Finados é imprescindível falar da vida e não da morte. Morrer faz parte da existência. É um m em si mesmo, denido popularmente pelo velho refrão de que “para morrer, basta estar vivo”. No entanto, estamos acelerando a morte da vida no planeta com o descuido contínuo que faz surgir a crise climática atual. As mudanças climáticas são antigas, não surgiram nas últimas décadas. Talvez tenham até alguns séculos, desde quando na “idade da pedra” se acenderam as primeiras fogueiras. Incrementaram-se e cresceram, porém, com a “Revolução Industrial”, que nos facilitou o viver no dia a dia, mas terminou por nos tirar muito mais do que, agora, nos proporciona em bem-estar. Só nas últimas décadas, porém, a ciência e os cientistas descobriram as “mudanças climáticas” como um fenômeno provocado por nosso desleixo para com a vida no planeta. Passamos a co...